quinta-feira, 18 de agosto de 2011

tem razão,


o problema é que não somos livres. eu, ao menos, não acredito em liberdade enquanto houver dependências afetivas. para ser livres, precisaríamos não manter nenhuma espécie de laço com ninguém, o que é impensável: abrir mão de pai, mãe, irmãos, filhos, amigos, um amor. é um preço alto demais para pagar pelo ir-e-vir. estou de acordo com um psicanalista que disse que o máximo de liberdade que podemos almejar é escolher a prisão em que queremos viver. eu escolhi a adorável prisão dos afetos.

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